___________________________________________________________________Santo António de Taná (Mombaça, 1697)


A fragata Santo António de Taná liderou um pequeno esquadrão que em 1697 foi enviado de Goa à costa oriental africana, com vista a socorrer o forte de Jesus de Mombaça (Quénia), cercado por forças dos árabes omanitas. Esta tentativa de auxílio teve um desfecho trágico para a embarcação, que naufragou junto da costa, seguindo-se a perda daquela posição pelos portugueses.

Os vestígios da fragata foram descobertos por mergulhadores locais, sendo reconhecidos numa campanha dirigida por James Kirkman, do Fort Jesus Museum, em 1970. Entre 1976 e 1980, uma equipa conjunta do Institute of Nautical Archaeology, liderada por Robin Piercy, e dos National Museums of Kenya, liderada por Hamo Sassoon, realizou campanhas de escavação nos destroços da embarcação portuguesa. Foi identificada uma parte significativa do casco do navio, além de mais de 6000 objectos relacionados com o seu funcionamento, a vida a bordo e a sua actividade comercial. Nos anos seguintes realizaram-se missões de gabinete, bem como pesquisas em arquivos e museus, com vista ao aprofundamento do estudo e enquadramento dos achados. Foram entretanto realizados vários trabalhos académicos, incluindo proposta da morfologia do navio.

A presente fase do projecto prevê a publicação de uma monografia, que sintetize as quatro décadas de trabalho da fragata Santo António de Taná, com a participação de investigadores do CHAM, no âmbito das actividades desta linha de investigação.

Entidade responsável: Institute of Nautical Archaeology, com quem o Centro de História de Além-Mar, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores celebrou um protocolo a 01/07/2011.

Duração: 2011-2013

Responsável: Robin Piercy


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