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08-07-2015

Workshop Humanidades Digitais

Teve lugar, no passado dia 25 de junho, um workshop Humanidades Digitais, na FCSH/NOVA, uma iniciativa conjunta do CHAM - Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar, e do IHC - Instituto de História Contemporânea. 

Dividido em dois painéis, procurou-se aí discutir alguns estudos de caso e reflectir acerca do conceito de Humanidades Digitais.

Coube a Daniel Alves inaugurar o workshop, com a apresentação Humanidades Digitais em Portugal: do ensino à investigação, na qual ofereceu uma breve história das Humanidades Digitais e do seu impacto no mundo académico português. Já Thiago da Mota Cunha mostrou-nos o trabalho que tem feito sobre catálogos bibliográficos, em especial os chamados serviços de Web-scale discovery. De seguida, Cátia Teles e Marques deu conta de como as ferramentas digitais, associadas ao saber especializado nos domínios da História da Arte e da Arquitectura, permitiram enriquecer o site do Turismo de Lisboa com itinerários culturais. Paula Simões apresentou-nos depois a sua comunicação, onde argumentou a favor da importância das redes sociais e como os investigadores podem e devem usá-las para seu benefício. Este primeiro painel terminou com um debate envolvendo todas as comunicações.


O segundo painel teve início com a intervenção de Diogo Paiva, que deu uma visão geral do seu trabalho no projecto COLDEMO - Counting Colonial Populations, destacando as ferramentas digitais exigidas para um empreendimento desta natureza. Por sua vez, Paulo Alves mostrou como criar uma base de dados na sua análise do mercado livreiro lisboeta de finais do século XIX. Seguiu-se-lhe Antero Ferreira, que revelou como várias ferramentas digitais (um Sistema de Informação Geográfica, por exemplo) podem, quando se trata de estudar e representar populações, traduzir-se numa mais valia. Após estas três comunicações, decorreu um novo debate.  

Terminado o debate, passou-se à comunicação final, From Sources to Interpretation: Digital History and Patterns of Migration, da autoria do convidado internacional, Malte Rehbein (Universidade de Passau). Malte dissertou acerca das dificuldades da investigação em História, mesmo quando se possuem as ferramentas e dados principais. Alguns projectos precisam de algo mais, e argumentou-se inclusivamente a favor do uso da teoria dos grafos ou da gamificação, que Malte tem procurado implementar na sua própria investigação. Um debate sobre esta comunicação colocou o ponto final no workshop. 

 

Em resumo, tratou-se de um evento deveras profícuo, com um público composto por professores universitários, investigadores e estudantes.



Imagens(.pdf)

Bibliografia(.pdf)

A evolução dos catálogos bibliográfios (apres.)(.pdf)