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17-06-2019

Campanha de Arqueologia em Alcácer Ceguer

Iniciou-se no passado dia 13 de Junho nova missão de investigação portuguesa em Alcácer Ceguer, um sítio arqueológico no Norte de Marrocos, a meio caminho entre Ceuta e Tânger.

Trata-se de uma antiga cidade islâmica que os portugueses ocuparam entre 1458 e 1550, tendo depois ficado abandonada. É como uma cápsula do tempo, uma cidade portuguesa cristalizada no século XVI. A sua função esteve sempre ligada à circulação marítima no Estreito de Gibraltar, seja a passagem entre o Norte de África e a Península Ibérica, como a ligação entre o Mediterrâneo e o Atlântico.


É o 9º ano consecutivo de trabalhos nesta cidade de Marrocos por uma equipa de investigadores portugueses do CHAM  e do Lab2PT – Universidade do Minho. Através da arqueologia pretende-se investigar o dia-a-dia dos portugueses que aqui habitaram há 500 anos, mas também comparar essas vivências com a dos seus predecessores islâmicos. Os pontos de contacto entre cristãos e muçulmanos são mais comuns que os que têm sido assinalados pela historiografia tradicional.


O projecto tem sido financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pela Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal, e pelo Centre National pour la Recherche Scientifique et Technique e pela Direction du Patrimoine Culturel, em Marrocos. Tem recebido também o apoio da Embaixada de Portugal em Marrocos e do Camões – Instituto da Língua e da Cooperação.

A grande novidade da missão deste ano é o início do projecto de conservação e musealização do castelo de Alcácer Ceguer, o monumento mais emblemático da vila. A Direção-Geral do Património Cultural, que ao longo dos anos tem apoiado o projecto nas áreas do restauro e das arqueociêcias, junta-se novamente à missão com o intuito de preservar este castelo, verdadeira síntese da arquitectura militar islâmica e portuguesa dos finais da Idade Média.