- Projecto PIAS -
Estudo, Valorização e Monitorização dos Sítios Arqueológicos
Angra A, Angra B, Angra E e Angra F e Navio Angra D (Terceira)

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Actividades:

PIAS - 2006

A primeira campanha arqueológica desenvolvida no âmbito do Projecto PIAS foi realizada em Agosto de 2006 e teve como principal objectivo a execução de um levantamento preliminar dos arqueossítios em estudo.
Este registo baseou-se essencialmente na execução das seguintes tarefas: croquis com recurso a medidas, levantamento batimétrico, fotografia e caracterização/interpretação dos contextos arqueológicos. Estes trabalhos permitiram avaliar de forma preliminar as condições de jazida de cada um destes sítios arqueológicos e consequentemente planear as intervenções futuras, previstas para 2007 e 2008.

Os trabalhos efectuados em Angra F permitiram delimitar o núcleo central dos vestígios que se estende por cerca de 15 m de comprimento e 7 de largura. Nesta área conserva-se um túmulo de pedras de lastro onde aparece parte da sobrequilha, do complexo do mastro principal, o arranque das balizas num dos bordos e uma tábua do forro exterior.

Após a intervenção em Angra F, a equipa concentrou os seus esforços no registo do sítio Angra B, já conhecido e alvo de trabalhos arqueológicos em anos anteriores desenvolvidos por Kevin Crisman do INA. As tarefas efectuadas em 2006 permitiram identificar vestígios do navio numa extensão de aproximadamente 18 mde comprimento, protegido por um tumulus de lastro que garantiu a protecção de parte significativa do casco numa zona particularmente exposta à ondulação durante eventos extremos (profundidade <5 m). No sítio, observam-se 3 núcleos estruturais distintos do navio e materiais dispersos por todo o contexto.


Em Angra A foram efectuados trabalhos de registo e monitorização dos vestígios que apresentam evidentes sinais de bioerosão, responsável pela quase total destruição das madeiras expostas no centro do tumulus (cavernas, quilha e tabuado) e na periferia (escoas).

No final da intervenção, a verificação de estruturas em madeira que se observavam desde início dos trabalhos junto à bóia de amarração da embarcação de apoio, permitiu identificar o que parecem ser os vestígios de um outro naufrágio, constituídos por parte da extremidade de uma embarcação e outras estruturas em madeira dispersas e profundamente protegidas por areias ou sob um tumulus de lastro.

No âmbito das actividades desenvolvidas foi ainda efectuada a recuperação de um couce de popa, identificado nas proximidades do núcleo principal de Angra B, e de um caldeirão descoberto entre o Lidador e Angra F.

 

Participantes:

  • Brígida Meireles
  • Catarina Garcia (DRC)
  • Christelle Chouzenoux
  • Cristina Lima
  • Cristóvão Fonseca
  • João Bettencourt
  • José Bettencourt
  • Patrícia Carvalho
  • Paulo Noronha
  • Rui Santos (Octopus)