Seminário24.02.2022
Modos da Melancolia
15h30 | online Tempos Melancólicos: homenagem a Aurélia de Sousa, por Maria João Ortigão/ Maria João Lello Ortigão de Oliveira (Belas-Artes ULisboa); Melancolia e suas controvérsias, por José Morgado Pereira (CEIS20-U.C.)

 

 

Tempos Melancólicos: homenagem a Aurélia de Sousa

A melancolia das mulheres artistas pretende esclarecer uma forma de estar, sentir e criar, que habitou as mulheres artistas sobretudo do fim de século, do qual faz parte cronologicamente a pintora Aurélia de Sousa (Chile 1865  - Porto- 1922), onde elas se atreveram a conquistar terrenos interditos, à custa de múltiplos sacrifícios, provações, mas também de vitórias saborosas e inesperadas alegrias.
PALAVRAS-CHAVE: Mulheres artistas / Melancolia / Aurélia de Sousa/ Século XIX. 

 

Maria João Ortigão/ Maria João Lello Ortigão de Oliveira
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa

Professora Auxiliar da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Licenciada em Filosofia (1979 UP-Universidade do Porto), Mestre em História de Arte (1989 UNL-Universidade Nova de Lisboa) com uma Tese sobre o Pensamento Estético de Ramalho Ortigão, e Doutora em Ciências da Arte pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (onde lecciona e trabalha desde 1994) com uma Tese sobre Aurélia de Sousa em Contexto, defendida em 2002 e premiada pelo Grémio Literário de Lisboa com uma Menção Honrosa, que deu origem à publicação da obra "Aurélia de Sousa em contexto, a cultura artística no fim de século".Publicou ainda O Essencial sobre Ramalho Ortigão, a par de 2 livros de Ficção – O Paraíso Invisível : Ramalho Ortigão e Sarah Bernard (traduzido e publicado igualmente em alemão), e  O Pesadelo, conjuntamente com múltiplos textos da especialidade, articulando Arte e Literatura oitocentistas, e História de Arte do Renascimento ao Modernismo.   Investigadora do Centro Francisco de Hollanda /Cieba, do qual foi sua coordenadora.

 

Melancolia e suas controvérsias.

Nota histórica: A doutrina dos humores na Antiguidade e na Idade Média, a acédia e a astrologia. Os filhos de Saturno e os homens excepcionais, Aristóteles e os Problemas XXX. O Renascimento e o período aúreo de 1580-1620, Robert Burton e o exemplo da Arquipatologia de Filipe Montalto.

Evolução do conceito:  Evolução da Medicina e a mutação no século XVIII com a decadência da Melancolia humoral. O nascimento da Psiquiatria e as ideias de Pinel e Esquirol e a melancolia como doença ao longo do século XIX, mas também “mal do século”. As classificações psiquiátricas a partir dos finais do século XIX. A depressão e a tentativa posterior de recuperação do termo melancolia. A variedade do significado dos termos e as diversas formas clínicas, com referência à psicanálise, à análise existencial e às estruturas psicopatológicas. A ambiguidade do termo que atravessa a cultura e as representações sociais, a história da filosofia, a literatura e as artes até aos nossos dias. A importância do termo melancolia e o seu significado profundo.

 

José Morgado Pereira

Médico psiquiatra. Doutorado em História pela Faculdade de Letras da U.C. Investigador integrado do Centro de Estudos Interdisciplinares da U.C.(CEIS20), no Grupo de História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia. Membro fundador da Sociedade de História Interdisciplinar da Saúde (SHIS), presidente da Assembleia Geral da SHIS. Colaborou na revisão científica da obra de Filipe Montalto “Arquipatologia” (2017) e no livro “Dor, sofrimento e saúde mental na Arquipatologia de Filipe Montalto (2018). Últimas publicações: “A Neurastenia em Portugal: Apogeu e declínio”. In Estudos do Século XX, número 19, pp.43-58(2019); A Psiquiatria em Portugal nas primeiras décadas do Século XX: Protagonistas. Imprensa da Universidade de Coimbra (2020).

 

 

Comissão Organizadora

Adelino Cardoso  (CHAM)
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Organização

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