
O I Festival Literário Internacional Afro-Ibero-Caribenho realiza-se nos dias 29 e 30 de Maio no Centro Cultural Fernão Mendes Pinto, Almada. A sua realização num espaço acessível ao público em geral, nomeadamente a comunidades afro-caribenhas e outras, pretende reforçar a dimensão internacional e democrática do acesso ao debate cultural, valorizando o diálogo intercultural enquanto prática crítica, ética e transformadora de construção do comum.
Encontramos escritores, investigadores, ensaístas, artistas, jornalistas e académicos oriundos de diversas geografias linguísticas e culturais — de Portugal (continental e insular) a Cabo Verde, de Angola à Colômbia, de Moçambique à Venezuela ou Cuba onde se destacam nomes como Luís Afonso, Rui Zink, José Luís Hopffer Almada, Dora Gago, Luís Farinha, Mana Guta, Irene Pimentel, João Mascarenhas, Fernando Cabrita, Luis Rodrigues, Isabel Araújo Branco ou Gisele Lúcia Navarro, assim como Luís Filipe Sarmento, António Cabrita, Márgara Russoto ou Vera Duarte que são homenageados.
Movimenta mais de 50 pessoas, entre autores, jornalistas, moderadores, músicos e outros em oito painéis temáticos, mesas-redondas, conferências, apresentações de livros e recitais de música e poesia onde uma pluralidade de vozes dialogam a partir de experiências históricas marcadas pela colonialidade, resistência cultural, migração, pela reinvenção estética e memórias plurais que atravessam os universos afro-ibero-caribenho.
Trata-se de uma organização com a chancela do CHAM – Centro de Humanidades da NOVA FCSH, em parceria com o CEDA – Centro de Estudos Documentais do Alentejo – Memória Coletiva e Cidadania / Revista Memória Alentejana, a Almada Mundo – Associação Internacional para a Educação, Formação e Inovação, e a União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas.
A curadoria é assegurada por Hilarino da Luz, investigador, professor e autor associado ao CHAM – Centro de Humanidades da NOVA FCSH, ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação e à Universidade de Santiago; pelo investigador, jornalista e autor Eduardo M. Raposo, igualmente ligado ao CHAM – Centro de Humanidades e ao CEDA – Revista Memória Alentejana; bem como pelas professoras Adelaide Silva, da Almada Mundo – Associação Internacional para a Educação, Formação e Inovação, e Filomena Paris, secretária da União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas.
Conta ainda com a co-curadoria do professor e investigador Luís Rodrigues, da Universidade de Santiago (Cabo Verde), e da professora, investigadora e poetisa colombiana Eliana Días, da Universidad del Atlántico.
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