
Uma consequência do movimento científico do século XVII é a consolidação do mecanicismo e a sua afirmação enquanto paradigma científico. Para muitos é o triunfo da razão sobre a natureza - do racional sobre o irracional; o método científico ganha tamanho suficiente para tomar o mundo e os seres que o compõem numa só medida.
Consciente de estar a viver um tempo de transição, G.W. Leibniz sente a responsabilidade de contribuir para esta nova realidade científica. Embora o seu pensamento siga a linha mecanicista, a sua orientação também é metafísica: o progresso da humanidade é feito em continuidade com a complexidade e riqueza do mundo natural. As leis matemáticas não esgotam a realidade criativa presente em cada detalhe do mundo.
Face a esta ruptura iniciada pela ciência moderna, o pensamento leibniziano abre-se a uma compreensão mais orgânica na qual homem e mundo se articulam, atribuindo-se primazia ao que é singular.
Por conseguinte, a ciência dinâmica instaurada por Leibniz, além de importante contributo científico e filosófico, é também uma posição na qual se encontra uma interpretação hermética da vida. Nesse sentido, o conceito de força será o centro da nossa reflexão, atendendo ao seu significado dentro da filosofia leibniziana, mas também ao reflexo de uma tradição segundo a qual a vida tem proporções universais.
Coordenação
Adelino Cardoso (CHAM)
Nuno Miguel Proença (CHAM)
Organização
CHAM / NOVA FCSH
Seminário Permanente “Ciência e Cultura – Quebrar Fronteiras”