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Seminário Permanente13.07.2026
Ciência e Cultura – Quebrar Fronteiras
14h30-16h30 | Biblioteca Nacional de Portugal A importância da tradição hermética para G.W. Leibniz, e como isso pode ser importante para nós, por Diogo Cardoso

 

Uma consequência do movimento científico do século XVII é a consolidação do mecanicismo e a sua afirmação enquanto paradigma científico. Para muitos é o triunfo da razão sobre a natureza - do racional sobre o irracional; o método científico ganha tamanho suficiente para tomar o mundo e os seres que o compõem numa só medida.

 

Consciente de estar a viver um tempo de transição, G.W. Leibniz sente a responsabilidade de contribuir para esta nova realidade científica. Embora o seu pensamento siga a linha mecanicista, a sua orientação também é metafísica: o progresso da humanidade é feito em continuidade com a complexidade e riqueza do mundo natural. As leis matemáticas não esgotam a realidade criativa presente em cada detalhe do mundo.

 

Face a esta ruptura iniciada pela ciência moderna, o pensamento leibniziano abre-se a uma compreensão mais orgânica na qual homem e mundo se articulam, atribuindo-se primazia ao que é singular.

 

Por conseguinte, a ciência dinâmica instaurada por Leibniz, além de importante contributo científico e filosófico, é também uma posição na qual se encontra uma interpretação hermética da vida. Nesse sentido, o conceito de força será o centro da nossa reflexão, atendendo ao seu significado dentro da filosofia leibniziana, mas também ao reflexo de uma tradição segundo a qual a vida tem proporções universais.

 

Coordenação

Adelino Cardoso (CHAM)

Nuno Miguel Proença (CHAM)

 

Organização

CHAM / NOVA FCSH

 

Seminário Permanente “Ciência e Cultura – Quebrar Fronteiras”