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Ricardo Serrado


 

Colaborador Doutorado  .  Professor de história e de filosofia na Escola Secundária de Odivelas

 

Contacto

ricardoserrado@gmail.com

 

Grupo de Investigação

Pensamento moderno e contemporâneo

 

 

ORCID

0000-0002-4123-540X

 

 

Ricardo Serrado é doutorado em História pela Universidade Autónoma de Lisboa e em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A sua investigação desenvolve-se em dois domínios principais: a história do pensamento médico-filosófico português e a filosofia da mente.

 

No campo da História, realizou o doutoramento com a tese O problema mente-corpo no Portugal contemporâneo (1870–1910), onde analisou o modo como os debates sobre a mente, o corpo e a causalidade natural foram formulados no pensamento médico e filosófico português da viragem do século XIX para o século XX. O seu trabalho tem incidido especialmente sobre autores como Miguel Bombarda, Júlio de Matos e Bettencourt Raposo, entre outros, procurando compreender como estes pensadores abordaram questões como o determinismo, o problema mente-corpo e a consciência. Esta linha de investigação articula a história das ideias com a história intelectual e institucional da medicina e da psiquiatria, procurando ainda estabelecer pontes com problemáticas contemporâneas da filosofia da mente e das neurociências.

 

No domínio da Filosofia, concluiu o segundo doutoramento com a tese A natureza da consciência: uma perspetiva monista informacional, onde propõe um modelo teórico assente numa visão naturalista da consciência como fenómeno físico, conceptualizado em termos de informação ontológica. A tese desenvolve uma perspetiva monista segundo a qual mente e corpo não são entidades separadas, mas expressões de um mesmo substrato informacional. Esta abordagem visa oferecer uma explicação unificada para a emergência da consciência em sistemas biológicos, explorando o modo como a informação pode ser representada, sentida e transformada em experiência subjetiva.

 

O seu trabalho académico tem-se estruturado a partir destes dois eixos de investigação, desenvolvidos de forma autónoma, mas com pontos de contacto em questões como a natureza da mente, o livre-arbítrio e a consciência. Ao longo do seu percurso, tem publicado livros e artigos nas áreas da história do pensamento médico-filosófico, cujas conclusões têm contribuído para uma nova perspetiva científico-filosófica sobre o período oitocentista português; e da filosofia da mente, contribuindo tanto para o estudo crítico das tradições científicas portuguesas como para o debate filosófico contemporâneo em torno da consciência. Neste âmbito, tem desenvolvido críticas aos modelos dualistas e não-naturalistas, defendendo uma perspetiva monista e naturalista da consciência e da realidade.


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