
Estratégia, arquitectura e poder nas guerras do século XVI
Se normalmente a historiografia é escrita pelos vencedores, como se conta a História militar? Este é o ponto de partida da entrevista a Luís Costa e Sousa, especialista no século XVI, um período marcado por muitas derrotas portuguesas. Este arquitecto e historiador conversa sobre batalhas como as de Alcácer Quibir (1578) e as da Guerra da Anexação Portuguesa (1580-1583), a forma como os princípios da arquitectura foram passados para o campo de batalha, as diferenças entre os modelos de guerra europeu e otomano, a modernização das campanhas militares, o surgimento de hierarquias nos exércitos, a preparação para a guerra e a iconografia das armaduras.
Luís Costa e Sousa é investigador integrado do CHAM – Centro de Humanidades (Universidade NOVA de Lisboa e Universidade dos Açores). Doutorado em História dos Descobrimentos e Expansão, é especialista na análise teórica da guerra portuguesa durante o Renascimento, bem como as relações da história militar com a arquitectura e a arte. Foi um dos investigadores principais do projecto “De Re Militari: Da escrita da guerra à imagem do campo de batalha no espaço português (1521-1621)”, financiado pela FCT.
A entrevista é conduzida por Beatriz Freitas.
Coordenação
Isabel Araújo Branco (CHAM)
Organização
CHAM / NOVA FCSH