
O Egipto faraónico e a sua sobrevivência, com Maria Helena Trindade Lopes
O Egipto faraónico prolongou-se durante cerca de três mil anos. Maria Helena Trindade Lopes explica-nos as razões geográficas e conceptuais para essa impressionante longevidade: as fronteiras naturais do país e a forma como as populações assumiram uma concepção de tempo mais linear (ligado ao Nilo) e outra mais cíclica (ligada ao sol). «Irão transformar naquilo que é verdadeiramente revolucionário nesta civilização, o conceito de eternidade», sublinha. Neste episódio, a professora e investigadora conversa ainda sobre a preservação da identidade cultural egípcia ao longo dos séculos e a recepção do imaginário egípcio na actualidade, das artes plásticas ao cinema. A entrevista é conduzida por Beatriz Freitas.
Maria Helena Trindade Lopes é investigadora integrada do CHAM e Professora Catedrática de História da NOVA FCSH. Foi diretora do primeiro projeto português de arqueologia no Egipto, tendo sido condecorada com a Medalha de Grande Oficial da Instrução Pública em 2003. É membro do grupo de revisores da European Science Foundation e avaliadora em diversos painéis de concurso de financiamento à investigação. As suas áreas de investigação relacionam-se sobretudo com a história e arqueologia do antigo Egipto, o mundo mediterrânico e a receção da Antiguidade.
No próximo episódio, Nuno Miguel Proença conversa sobre identidades e narrativas.
O indicativo sonoro de «CHAM Talks, um podcast para ouvir ciência» utiliza «Bike Sharing To Paradise», de Dan Bordan (sem direitos de autor).
Coordenação
Isabel Araújo Branco (CHAM)
Organização
CHAM / NOVA FCSH