
Durante muito tempo concebidas como espaços isolados ou periféricos, as ilhas são hoje pensadas como pontos estratégicos de viagem, contacto e interligação. Situados no cruzamento de rotas comerciais, migratórias e turísticas, os territórios insulares constituem simultaneamente espaços de circulação e de fixação, pontos de partida e de chegada de migrações, exílios, diásporas e fluxos turísticos. Em paralelo, as alterações climáticas colocam grande parte das ilhas do planeta em risco, com a subida do nível das águas dos oceanos. A este risco ambiental somam-se a herança do papel fundamental de algumas ilhas nas histórias de colonização e que ainda hoje sustentam a desigual distribuição do risco ambiental sentido em alguns territórios arquipelágicos ou insulares.
É este entendimento da ilha enquanto espaço de circulação, conflito, recomposição cultural e em risco, que o presente colóquio, uma iniciativa associada ao Doutoramento em Literaturas e Culturas Insulares (Universidade dos Açores, Universidade da Madeira, Université de Corse, INALCO) e ao CHAM Açores - Centro de Humanidades (FCSH NOVA/UAc), convida a problematizar a partir do Arquipélago dos Açores. A chamada para propostas está aberta até 31 de Maio.
Call for Papers (.pdf)
Entrevista a Dominique Faria: «A ilha é uma figura com uma enorme plasticidade simbólica»
Organização
CHAM-Açores