Seminário Permanente22.04.2022
Leitura e formas de escrita
16h00 | Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal e online Sobre Tombos Concelhios Medievais e Modernos Portugueses: contributo para um inventário, por Pedro Pinto (CEH-UNL e CHAM)

 

Imagem cedida pelo Município de Viana do Castelo (Foral Grande)
 

 

 

A temática dos cartulários concelhios, conhecidos em Portugal como “tombos”, enquanto repositório das deliberações régias ou municipais, está a ganhar espaço na diplomática municipal portuguesa como meio privilegiado de compreensão da projecção da autonomia, autoridade e identidade dos concelhos. A lei de 1431 teve um papel importante na definição de uma matriz do tombo concelhio, aperfeiçoada com a experiência da aplicação do anterior modelo de regimento outorgado pelo corregedor João Mendes a vários concelhos ao longo da década anterior. Posteriormente, apesar de persistirem iniciativas autónomas dos concelhos para fixar e validar cópias da sua documentação num suporte mais perene, o enquadramento régio como autoridade legal sancionadora sobrepôs-se ao longo da Idade Moderna. Em simultâneo, os tombos deixaram de ser apenas repositórios de documentos e passaram a ser também potenciais veículos de uma memória, uma intencionalidade, uma ideologia e uma narrativa, não só na sua génese mas também em momentos posteriores por via da adição de estratos documentais ou da reorientação das suas funções. Apresentamos um breve enquadramento cronológico deste processo com base nas informações recolhidas nos tombos que sobreviveram, e disponibilizamos informação relativa às suas características físicas, datação, usos ao longo do tempo e conteúdos.

 

 

Nasceu em Lisboa, em 1973. Licenciado em História (1995) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Membro do Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa desde 1999, onde foi bolseiro no Projecto de publicação dos textos integrais das Chancelarias Medievais Portuguesas (D. João I e D. Duarte) e Cortes Portuguesas (1436-1502). Membro do CHAM – Centro de Humanidades desde 2014. No âmbito de vários projectos, tem visitado c. 130 arquivos em território nacional.

É membro do Projecto bibliográfico Bitagap (Philobiblon), da Universidade de Berkeley, que tem vindo a recensear todos os manuscritos portugueses anteriores a 1500 de natureza literária e normativa, e do Projecto Sigillvm - Corpus dos Selos Portugueses (inventariação, catalogação, organização e tratamento dos selos dos clero secular medieval português).

Integra a equipa científica de projectos internacionais de publicação de fontes portuguesas sobre diversos países da Ásia e Médio Oriente, como Singapura, Oman e Emirados Árabes Unidos, que envolve pesquisa bibliográfica e arquivística, transcrição e tradução de documentação relevante com vista à sua publicação.

Tem trabalhado na elaboração de instrumentos de descrição documental de arquivos e bibliotecas, estando presentemente a coordenar a inventariação e classificação arquivística, acondicionamento e elaboração de índices do acervo documental da Biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

 

 

Comissão Organizadora

Daniel Melo (CHAM)
Patrícia Santos Hansen (CHAM)
 

 

Organização

Grupo de Investigação «Leitura e formas de escrita»

 

Parceria

Grupo de Investigação «Cultura, história e pensamento ibéricos e ibero-americanos»

Biblioteca Nacional de Portugal

 

 

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