
O começar do ano não é necessariamente fixo. Outros calendários, para além do internacionalmente aceite calendário gregoriano, por sua vez lunissolares, assentam o começo do ano numa data mutável, dependente do começo e fim das fases lunares. Entre estes calendários destacam-se: o chinês, o judaico e o muçulmano. É de notar ainda a existência de um outro calendário solar com início fixo: o calendário Zoroastro, com início do ano no equinócio da primavera.
Durante a Época Moderna, a determinação do dia de princípio do ano também não foi única e coesa. Sempre a par de festas litúrgicas e marcos relevantes da vida de Cristo, os reinos da Europa tiverem o seu respetivo ano a começar noutras três datas preponderantes. As festas de maior relevância, e com maior número de incidência no princípio do ano, foram as que celebravam a conceção, ou nascimento, de Cristo. Contudo, também a circuncisão do Senhor, um rito de tradição judaica, era comemorada. Ao longo desta comunicação apresentaremos a temática central da nossa investigação, focada no estudo sobre o começo do ano em Portugal no período Moderno, assim como em outras problemáticas que lhe estão associadas.
Coordination
João Costa (CHAM)
Débora Dias (CHAM)
Organization
CHAM / NOVA FCSH
Research Group Information, Reading, and Forms of Writing
Abstract (.pdf)