Redes técnico-científicas na formação do ambiente construído no Império português
(1647-1871) (TechNetEMPIRE) 
 

 

 
 

Código   .   PTDC/HIS-ARQ/103023/2008
Início   .   2018
Duração   .   36 meses
Investigadoras Principais   .   Alice Santiago Faria (CHAM)    .    Renata Malcher de Araujo (CHAM)

 

Instituições

Entidade Financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia
 

Unidade(s) de Investigação

CHAM — Centro de Humanidades
 

Instituição Coordenadora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Universidade Nova de Lisboa
 

Parcerias

Instituto de Engenharia Electrónica e Telemática de Aveiro / Universidade de Aveiro
Laboratório de Paisagens, Património e Território / Universidade do Minho
Universidade de Aveiro
Universidade do Minho

 

 
 

A Aula de de Fortificação e Arquitectura Militar, foi criada em Lisboa em 1647, logo após a restauração da independência. Seguiram-se a abertura de várias Aulas e Escolas em Portugal e nas suas provincias ultramarinas, um ciclo que terminaria em 1871 com o fecho da Escola Mathemática e Militar em Goa, na India. Partindo das instituições administrativas e de ensino relacionadas com a construção do ambiente construido através do Império Português, o objectivo deste projecto é olhar para os agentes do dispositivo colonial, através do tempo e de geografias e entender como foram criadas redes de tecnociência através do império e moldadas às circuntâncias e aos interesses locais e vice-versa.

Focando-se em como estas redes foram criadas e se foram transformando seguiremos circuitos de expertise, padrões e agentes de dessiminação e circulação de tecnociência, observando a mudança de papel de Portugal e do Império Português num mundo cada vez mais interligado.

Consultores:

. Walter Rossa Ferreira Silva, CES, Universidade de Coimbra
. Maria Paula Pires dos Santos Diogo, CIUHCT, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Lisboa
. Matteo Valleriani, Max Planck Institute for the History of Science
. Beatriz Piccolotto Siqueira Bueno, FAU, Universidade de São Paulo

 

Objectivos

Depois da restauração da independência, a Aula de Fortificação e Arquitectura Militar foi criada em Lisboa, em 1647. Várias classes e escolas seguiram-se em Portugal e nos seus territórios ultramarinos, um ciclo que terminaria em 1871, quando a Escola Mathemática e Militar, na Índia Portuguesa foi fechada.  Partindo de duas principais fontes bibliográficas do século XIX que nunca foram actualizados e que são até hoje recursos indispensáveis: José Silvestre Ribeiro, Historia Dos Estabelecimentos Scientificos Litterarios e Artisticos de Portugal nos Sucessivos Reinados da Monarquia [Rib1872] e Francisco Sousa Viterbo, Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses [Vit1899], este projecto irá actualizar estas obras conceptualmente e metodologicamente. A intenção é olhar para os agentes do dispositivo colonial – especialistas e instituições - através do tempo e do espaço para entender como é que eles criaram e formaram redes da tecnociência em todo o Império Português. Importa também perceber como estas redes mudaram (ou não) ao longo do tempo ou das diferentes geografias.

 

Seguindo os fluxos de conhecimento ao longo do tempo e observando os padrões e agentes na disseminação e circulação da tecnociência, estaremos a olhar para um mundo cada vez mais global. Importa considerar o papel de Portugal e do Império Português, neste processo de mudança e transformação em um mundo cada vez mais interconectado. A dimensão geográfica alargada da expansão implicou um mecanismo pragmático de desdobramento da actuação e da formação de agentes que foi precocemente adoptado para os engenheiros militares. Essa premissa básica da escola portuguesa de engenharia militar, que se desenvolveu concomitantemente em várias partes do globo, é um dado há muito reconhecido. Contudo a percepção efectiva do conjunto das relações internas entre os agentes e os próprios meios de formação em cada local está por ser feita. A intenção do projeto é colmatar esta falta investindo não apenas na actualização das informações relativas à actuação e formação destes agentes ao longo do tempo, mas sobretudo, na criação de uma efectiva base de dados relacional onde estas informações possam ser tratadas e analisadas qualitativa e quantitativamente nos seus diversos aspectos.

 

Um dos objetivos do projecto é desenvolver e disponibilizar esta base de dados numa plataforma de livre acesso, que visa, por um lado, dar apoio à investigação científica em diversas áreas e, por outro, servir a comunidade, através da disponibilização on-line de um instrumento que reúne e atua como mediador de informação que faz parte da herança cultural colectiva.

 

Equipa

 

 

 

Alice Santiago Faria   .   Coordenadora

 

Renata Malcher de Araujo  .    Coordenadora

 

Sandra MG Pinto (CHAM)
 

Ana Catarina Gonçalves Lopes (Lab2PT / UMinho)

 

João Paulo Cabeleira Marques Coelho (Lab2PT / UMinho)

 

Maria Margarida Simão Tavares da Conceição (IHA / NOVA FCSH)

 

Antonieta Ferreira Reis Leite Porto (CES / UC)

 

Joaquim Manuel Henriques de Sousa Pinto (IEETA / UA)

 

Sara Alves Pereira Ventura da Cruz (CES / UC)

 

António Sánchez Martínez (CIUHCT / FC/UL)

 

Jorge Manuel Simão Alves Correia (Lab2PT / UMinho)

 

Sidh Daniel Losa Mendiratta (CES / UC)

 

 

Website: https://technetempire.fcsh.unl.pt/en/